3.8.09

Projeto Pacificar entra em atividade em Rio Grande para auxiliar famílias em conflito


Fonte: Jornal Agora

O Projeto Pacificar, do Ministério da Justiça, que fomenta a prática de mediação nos cursos de Direito, foi aprovado na Faculdade de Direito da Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande do Sul, com o objetivo de mudar o foco de atuação no atendimento de demandas envolvendo conflitos familiares. A prática será desenvolvida através da construção de um novo caminho a partir do conflito posto em discussão, visualizando-o não como um estado fático inevitável, mas como uma oportunidade de mudanças comportamentais capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

A coordenadora do projeto, Simone de Biazzi, salientou que o Pacificar visa justamente a auxiliar as pessoas para que elas entrem num consenso antes de procurar o judiciário. Para isso, famílias em conflito poderão agendar visitas com alunos preparados que auxiliarão as partes, informando e mostrando alternativas para que sejam estabelecidos acordos sustentáveis.

Para que o projeto fosse viável, a Faculdade de Direito selecionou, em novembro do ano passado, 50 alunos participantes e três bolsistas que receberam treinamento desde o início deste ano para auxiliar as pessoas na busca da pacificação. Desses 50 alunos, 40 foram aprovados para desenvolver o projeto. A capacitação foi feita através de seis módulos organizados da seguinte forma:

  • Módulo I - Olhares Interdisciplinares sobre Famílias em Situação de Risco;
  • Módulo II - Noções básicas de Direito de Família;
  • Módulo III - Jurisdicionalização dos conflitos familiares;
  • Módulo IV - Mediação Familiar;
  • Módulo V - Mediação Familiar;
  • Módulo VI - Treinamento e estratégias de atuação da mediação familiar.
Os instrutores dos módulos foram os professores Msc. Angela Pietro, Dra. Denise Bruno, Msc. Marilene Marodin, Msc. Lisiane Lindenmeyer Kalil, Rodrigo Paixão e os advogados Cláudio Henrique Sória Garcia e Francine Dias Diaz.

As visitas de mediação são indicadas para pessoas cuja qualidade do impasse bloqueia a negociação, trazendo a intervenção de um terceiro, imparcial, que auxiliará as partes na resolução de disputas e tomada de decisões. Com base nos interesses e necessidades das pessoas envolvidas, o objetivo do atendimento é fazer com que as pessoas prossigam de forma saudável, sem a ruptura dos enlaces que são tão importantes para a vida dos indivíduos em sociedade.
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Escrito por: Tatiane Fernandes

2 comentários:

  1. Esse projeto é excelente.
    Sou capacitado pela Oitava Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem pelo RJ.
    Sou formando em Direito e obtive diversos casos em que pude ajudar as pessoas a resolverem os problemas sem necessitar do judiciário.
    O que sinto é que as pessoas precisam reformar os conceitos sobre que precisam de um juiz de direito para de forma obrigatória cumprirem ordem.
    Ao mesmo tempo percebo que algumas pessoas apenas não possuem uma boa orientação, não encontram profissionais competentes que venham a orientá-las para sempre buscarem uma tentativa de acordo primária, mas uma verdadeira tentativa com auxílio de alguém que tenha conhecimentos na área.
    Diante disto, creio que esse projeto terá muito sucesso, uma vez que, tem a pretensão de auxiliar as partes e tentar sempre evitar as vias judiciais.
    Acredito que ainda a informação não atingiu a todos da forma que deveria, muitos só querem ser ouvidos e precisam de orientação de pessoas qualificadas e competentes.
    Abraço e sucesso!
    Att,
    Pablo Juarez Viera Czyzeski
    Árbitro (Juiz Arbitral)
    Lei 9307/96

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  2. Caro Pablo
    Muito obrigada pelo seu comentário!

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